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Brown Sugar

Pitadas de açúcar mascavado na vida agridoce da mulher contemporânea.

Pitadas de açúcar mascavado na vida agridoce da mulher contemporânea.

Sopas e Descanso

 

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Não há nada pior que um homem doente. 

 

Um homem doente ou quase doente ou que pensa que está doente, começa a gemer a cada passo que dá. Eu sei que os homens que estão a ler isto estão a penar "eu não, eu sou rijo!", mas desenganem-se. São assim, sim e quem discorda que o prove.

 

À mínima dorzinha no corpo, começam as queixas. Ai que me doem as pernas, a minha cabeça está quente e se estivermos distraídas ainda os ouvimos falar como um anúncio muito famoso da década de 90 "Dasex bara o seu dariz" (lembram-se?), mesmo que a maleita deles nada tenha que ver com as vias respiratórias.

 

Meninos, nós temos essas dorzinhas TODOS OS MESES, ok? Dores leves no corpo, dores de cabeça intensidade 12 numa escala de 1 a 10 - sim, rebentamos a escala - cólicas menstruais, inchaço na zona abdominal e mamária, por vezes borbulhas e otras cositas mas que agora até nem vêm assim tão a propósito.

 

Pegamos em nós e lá nos arrastamos para fora da cama, assim que os pés tocam no chão, sentimos todos os músculos reclamarem mais cinco minutos de descanso e ao primeiro passo sentimos uma troada na cabeça como se uma manada de elefantes tivesse cruzado o nosso caminho.

 

O pequeno-almoço fica pronto, a cama fica feita, a carne para o jantar fica a descongelar antes de sairmos belas e amarelas para o trabalho. Não nos esquecemos de levar a medicação que vai aliviar os sintomas, temos uma palavra doce para os filhos e sorrimos (acreditem, sem vontade nenhuma) para os maridos, cônjuges ou companheiros que nessas alturas fazem e dizem tudo errado:

 

 - Querida, essa irritação não será do período? - É pergunta proíbida nestas alturas, ok? Mesmo que venha acompanhada de flores e bombons. Ponto assente. 

 

As doenças dos homens são, quase sempre, muito graves. Quaisquer 37,7º de febre significam o fim do mundo e eles deliram como se fossem doentes terminais de malária.

 

Nós, com o nosso instinto super maternal, apesar de pensarmos "agora é que ele vai ver o que é bom, eu cá não faço chá", damos por nós a por a nossa própria mão, essa traidora, na testa deles para verificar durante a noite se o menino continua febril.

 

O amor é lindo, não é?